DIA DO HISTORIADOR E DA FOTOGRAFIA.

Hoje comemoramos duas datas muito especiais: Dia da fotografia e Dia do historiador, e como dica de leitura, trazemos duas obras do acervo da biblioteca que são essenciais para a compreensão do estado da arte desses dois assuntos que estão intimamente relacionados.

A fotografia moderna no brasil

Há muito fazia falta uma obra como A fotografia moderna no Brasil, para resgatar um das experiências mais avançadas e injustamente menos conhecidas da fotografia brasileira. A pesquisa de Helouise Costa e Renato Rodrigues da Silva cumpre plenamente o duplo desafio de recuperar a memória de um momento dos mais férteis da história da nossa fotografia e, ao mesmo tempo, trazer de novo à baila discussões essenciais sobre a natureza mais profunda dessa forma de expressão imagética. Num momento em que a fotografia vive uma nova transição, com a introdução dos sistemas digitais de captação e processamento da imagem, torna-se mais que oportuna essa intervenção provocadora, que recoloca entre nós o debate, sempre adiado, sobre o estatuto da fotografia.

Dicionário da República – 51 textos críticos

No marco dos 130 anos de sua proclamação no Brasil, persiste entre nós uma espécie de “mal-estar”, como se a República fosse um projeto fadado a nunca dar certo em uma sociedade de raiz escravista, colonial e autoritária, ainda tão desigual. Os 51 verbetes deste dicionário, escritos por especialistas em filosofia, história, ciência política, antropologia, direito, sociologia e jornalismo, buscam promover um resgate crítico dos valores de uma tradição hoje muito esvaziada de sentido e desfigurada pelo esquecimento. Cobrem desde as origens (grega e romana) e diferentes matrizes do republicanismo (francesa, inglesa, italiana, haitiana e norte-americana) até seus grandes princípios (liberdade, direitos, igualdade, cidadania, bem comum) e inimigos (o despotismo, a tirania, a corrupção, o patrimonialismo). Tratam, ainda, dos numerosos movimentos republicanos no Brasil (como Canudos e Sabinada) e de suas várias Constituições ― sem descurar de temas atuais que têm reinventado novas repúblicas a partir de noções de gênero, raça, globalização, religião e mundo digital. Por fim, a farta iconografia do volume, longe de ser mero suporte aos textos, mostra como se deu historicamente a manipulação de símbolos e representações visuais para enraizar, sobretudo em nosso país, uma imaginação republicana.

 

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